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Wednesday, February 7, 2018

Perfeita Alegria - São Francisco de Assis

Perfeita Alegria - São Francisco de Assis

"Vindo uma vez São Francisco de Perusa para Santa Maria do Anjos com Frei Leão em tempo de inverno, e como o grandíssimo frio fortemente o atormentasse, chamou Frei Leão, o qual ia mais à frente, e disse assim:
"Irmão Leão, ainda que o frade menor desse na terra inteira grande exemplo de santidade e de boa edificação, escreve todavia, e nota diligentemente que nisso não está a perfeita alegria".
E andando um pouco mais, chama pela segunda vez: "Ó irmão Leão, ainda que o frade menor desse vista aos cegos, curasse os paralíticos, expulsasse os demônios, fizesse surdos ouvirem e andarem coxos, falarem mudos, e mais ainda, ressuscitasse mortos de quatro dias, escreve que nisso não está a perfeita alegria".
E andando um pouco, São Francisco gritou com força: "Ó irmão Leão, se o frade menor soubesse todas as línguas e todas as ciências e todas as escrituras e se soubesse profetizar e revelar não só as coisas futuras, mas até mesmo os segredos das consciências e dos espíritos, escreve que não está nisso a perfeita alegria".
Andando um pouco além, São Francisco chama ainda com força: "Ó irmão Leão, ovelhinha de Deus, ainda que o frade menor falasse com língua de anjo e soubesse o curso das estrelas e as virtudes das ervas; e lhe fossem revelados todos os tesouros da terra e conhecesse as virtudes dos pássaros e dos peixes e de todos os animais e dos homens e das árvores e das pedras e das raízes e das águas, escreve que não está nisso a perfeita alegria".
E caminhando um pouco, São Francisco chamou em alta voz: "Ó irmão Leão, ainda que o frade menor soubesse pregar tão bem que convertesse todos os infiéis à fé cristã, escreve que não está nisso a perfeita alegria".
E durando este modo de falar pelo espaço de duas milhas, Frei Leão, com grande admiração, perguntou-lhe e disse: "Pai, peço-te, da parte de Deus, que me digas onde está a perfeita alegria".
E São Francisco assim lhe respondeu: "Quando chegarmos a Santa Maria dos Anjos, inteiramente molhados pela chuva e transidos de frio, cheios de lama e aflitos de fome, e batermos à porta do convento, e o porteiro chegar irritado e disser: "Quem são vocês?"; e nós dissermos: "Somos dois dos vossos irmãos", e ele disser: "Não dizem a verdade; são dois vagabundos que andam enganando o mundo e roubando as esmolas dos pobres; fora daqui"; e não nos abrir e deixar-nos estar ao tempo, à neve e à chuva com frio e com fome até à noite: então, se suportarmos tal injúria e tal crueldade, tantos maus tratos, prazenteiramente, sem nos perturbarmos e sem murmurarmos contra ele e pensarmos humildemente e caritativamente que o porteiro verdadeiramente nos tinha reconhecido e que Deus o fez falar contra nós: ó irmão Leão, escreve que nisso está a perfeita alegria.
E se perseverarmos a bater, e ele sair furioso e como a importunos malandros nos expulsar com vilanias e bofetadas dizendo: 'Fora daqui, ladrõezinhos vis, vão para o hospital, porque aqui ninguém lhes dará comida nem cama'; se suportarmos isso pacientemente e com alegria e de bom coração, ó irmão Leão, escreve que nisso está a perfeita alegria.
E se ainda, constrangidos pela fome e pelo frio e pela noite, batermos mais e chamarmos e pedirmos pelo amor de Deus com muitas lágrimas que nos abra a porta e nos deixe entrar, e se ele mais escandalizado disser: 'Vagabundos importunos, pagar-lhes-ei como merecem': e sair com um bastão nodoso e nos agarrar pelo capuz e nos atirar ao chão e nos arrastar pela neve e nos bater com o pau de nó em nó: se nós suportarmos todas estas coisas pacientemente e com alegria, pensando nos sofrimentos de Cristo bendito, as quais devermos suportar por seu amor; ó irmão Leão, escreve que aí e nisso está a perfeita alegria, e ouve pois, a conclusão, irmão Leão. "
Acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais Cristo concede aos amigos, está o de vencer-se a si mesmo, e voluntariamente pelo amor suportar trabalhos, injúrias, opróbrios e desprezos, porque de todos os outros dons de Deus não nos podemos gloriar por não serem nossos, mas de Deus, do que diz o Apóstolo: 'Que tens tu que não o hajas recebido de Deus? E se dele o recebeste, por que te gloriares como se o tivesse de ti?'
Mas nas cruz da tribulação de cada aflição nós nos podemos gloriar, porque isso é nosso e assim diz o Apóstolo: 'Que tens tu que o não hajas recebido de Deus? E se dele o recebeste, por que te gloriares como se o tivesses de ti? 'Mas na cruz da tribulação de cada aflição nós nos podemos gloriar, porque isso é nosso e assim diz o Apóstolo: 'Não quero gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo". Ao qual sejam dadas honra e glória in secula saeculorum. Amém"
(I Fioreti, 8).

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/carisma/cursocarismafran/a_7_4.php
“ Depois que o senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o altíssimo me revelou que eu devia viver segundo a forma do evangelho”(Testamento de  São Francisco de Assis)
4 de Outubro- Festa de São Francisco de Assis
 
"É hora de recomeçar, pois até agora pouco ou nada fizemos" (São Francisco de Assis)

Wednesday, June 1, 2016

Seu nome é Jesus Cristo

Seu nome é Jesus Cristo


Seu nome é Jesus Cristo e passa fome
E grita pela boca dos famintos
E a gente quando vê passa adiante
Às vezes pra chegar depressa a igreja

Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa
E dorme pelas beiras das calçadas
E a gente quando vê aperta o passo
E diz que ele dormiu embriagado

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos

Seu nome é Jesus Cristo e é analfabeto
E vive mendigando um subemprego
E a gente quando vê, diz: é um à toa
Melhor que trabalhasse e não pedisse

Seu nome é Jesus Cristo e está banido
Das rodas sociais e das igrejas
Porque d'Ele fizeram um Rei potente
Enquanto Ele vive como um pobre

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos

Seu nome é Jesus Cristo e está doente
E vive atrás das grades da cadeia
E nós tão raramente vamos vê-lo
Sabemos que ele é um marginal

Seu nome é Jesus Cristo e anda sedento
Por um mundo de Amor e de Justiça
Mas logo que contesta pela Paz
A ordem o obriga a ser de guerra

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos

Seu nome é Jesus Cristo e é difamado
E vive nos imundos meretrícios
Mas muitos o expulsam da cidade
Com medo de estender a mão a ele

Seu nome é Jesus Cristo e é todo homem
E vive neste mundo ou quer viver
Pois pra Ele não existem mais fronteiras
Só quer fazer de todos nós irmãos

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos

(Pe. André Luna)

Monday, May 30, 2016

Eu não sou tudo...

Eu não sou tudo...
Aprender a amar é um dever nosso. Fazer o outro se sentir amado é terreno desértico, pois muitas vezes acreditamos estar dando o nosso melhor, nos doando, mesmo dentro das nossas limitações. E não somos vistos... Quantas vezes faltaram um talvez ou um, mas se você fizesse isso... , condicionando toda a convivência a gestos concretos de quem só quer receber e aceitar o que espera.
 Certamente, que o amor é feito de gesto, mas não somente de cobranças e inseguranças, senão deixaria de ser livre e nos escravizaria ao padrão do nosso egocentrismo.

Eis a questão esperar do outro, ações sentimentais, que nem sabemos ainda relacionar em nós...

Parece um tanto clichê, chato e repetitivo... Mas, sobretudo muito preocupante, pois é assim que estamos caminhando. Para relações descartáveis. Com a mesma facilidade de trocarmos os objetos que possuímos. Caminhamos para relações desgastadas aonde o outro não nos satisfaz mais, pelo simples fato de não o deixarmos ser quem ele é e sim o que desejamos que ele fosse... As relações humanas em nossas vidas têm extrema importância, pois são elas que nos oferecem a capacidade de nos conhecermos a cada dia mais, pois muitas vezes o nosso eu está refletido em nossas cobranças... Quantas vezes camuflamos sentidos que nos impedem de ver a real situação, movido por tantas outras sensações que só nos fazem perder de nós mesmos! Aonde atacamos, pelo simples fato de não sabermos acolher, pelo veneno que nos motiva na busca da culpa de quem está adiante...

Como poderei olhar para o meu próximo se, ao olhar, só enxergo a mim. As minhas vontades, sem querer ao menos enxergar os meus erros...

Até aonde eu jogo a culpa das minhas frustrações em quem está tão próximo de mim... Até aonde a honestidade de me ver no espelho, como quem realmente sou-me deixa caminhar ao encontro do outro...

Amar o próximo como a si mesmo implica em sairmos do comodismo do nosso Eu e nos abrirmos à misericórdia que muitas vezes desejamos só para nós. É olhar o outro, principalmente, com as suas misérias e seguir não pela marginalização do ser e sim pela ponte que nos une, o humano.

O verdadeiro exercício do amor supera qualquer expectativa do querer ser mais que tudo, vivendo sempre na experiência em poder transformar-se no melhor servir. Na pequeneza da vontade, mas na grandiosidade da generosidade, na certeza que o servir é bem maior que a submissão, pois só se coloca a serviço quem um dia se libertou de todas as correntes que nos prendem a razões sentimentais e acima de tudo materiais, que não nos façam caminhar. Quem, realmente, conquistou a liberdade de ser muito mais do que um EU, vivendo, somente, sobre a lógica da acolhida, do doar muito mais que receber!

 Eu não sou tudo...


Sou apenas uma parte da criação,
Uma semente que vem a cair no chão,

Que precisa morrer para florescer,

Sou Gente que sofre que ri, e que chora...

Apenas Gente,

Gente que é alegre e às vezes fica triste,

Assim como tu, Gente!

Que lê, come e anda, respira e

Muitas vezes faz sorrir.

Tentando acertar errando, errando acertando. Gente!

Que Precisa ser iluminada para refletir a vida,

Vida esta que não é solitária,

Faz-se na presença do encontro,

Na troca do gesto, do respeito e do afago da mão

Que nos permite a travessia do conhecimento,

De um dia nos fazermos UM!



Gisele Pontes

Tuesday, May 24, 2016

Mãezinha, Maria

Mãezinha, Maria

Um Novo Céu


Livre coração, a Deus se entregou
 
E em cada promessa soube confiar
 
Sem medo esperou os planos de Deus
 
E em seu coração fez-se um novo céu.
Doce coração, morada de Deus
 
Ante a voz do céu soube  obedecer
 
Tão pequena foi, mas soube escolher
 
E em seu coração fez-se um novo céu.
Neste céu posso habitar
 
Pois eu sei, teu amor de Mãe
 
Me faz perder o medo de te amar também
 
E te chamar assim: Mãezinha!
 
Maria, minha Mãe.

Doce coração...
 
Neste céu... 
(Missionário Shalom) 



Ave Maria cheia de graça  ... (3x)
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